terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ministério da Saúde investe em serviços para pessoas com cegueira e baixa visão

São R$ 39,1 milhões, investidos através do Sistema Único de Saúde (SUS) em cinco unidades, que atuarão no diagnóstico e fornecimento de recursos para pessoas cegas ou com baixa visão e no desenvolvimento de suas habilidades de atividades diárias.

As primeiras cinco unidades estão localizadas em 4 municípios do Estado de São Paulo (São João da Boa vista, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e na capital de São Paulo) e um do Rio de Janeiro, na cidade de Niterói.

O investimento custeará avaliação e acompanhamento oftalmológico, tratamento terapêutico especializado, acompanhamento com equipe multiprofissional para a reabilitação do paciente e sua adaptação na utilização de recursos fornecidos, tais quais óculos especiais, sistemas telescópicos, lupas, próteses visuais e bengalas.

Ao receber o diagnóstico de baixa visão ou cegueira em ambulatórios de oftalmologia, a pessoa poderá ser encaminhada para uma das unidades de reabilitação, onde contará com atendimento de oftalmologistas, pedagogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, assistentes sociais e técnicos em orientação e mobilidade, além da possibilidade de concessão de onze recursos ópticos, dos quais sete são novos.

Outras unidades serão implantadas no país, mediante adesão dos estados e municípios, que devem identificar locais capazes de oferecer o serviço e inscrevê-los.


Novas notas de real terão tamanhos diferenciados

O Banco Central (BC) lançou na manhã da última quarta-feira, novos modelos das cédulas de real.

Após 14 anos passados do lançamento da última série de notas, as de maior valor, de R$ 50 e R$ 100 Reais, entram em circulação ainda nesse semestre, enquanto as de R$ 2, R$ 5, R$ 10 e R$ 20 até 2012.

Com itens de segurança mais sofisticados, layout mais atraente e com tamanhos diferenciados aumentando conforme o valor da nota e marcas em relevo, as novas cédulas de real, assim como o euro, atenderão a uma antiga demanda de pessoas com deficiência visual que até então não podiam identificá-las pelo tato.

“Já existiam demandas para que houvesse uma forma de os deficientes visuais identificarem as cédulas”, afirmou Henrique Meirelles, presidente do Banco Central.

*** Nota: Já ha algum tempo, muito se fala em cédulas com acessibilidade tátil, mas exceto no caso do Euro, nada havia de efetivo até então. Lembro-me de ter participado no EUA em 2006 de uma discussão e de uma matéria acerca do tema, por conta de um forte movimento naquele país visando tornar o dólar acessível, medida que ainda não se efetivara.

Espero que de fato nosso Brasil esteja dando mais um grande passo e que realmente possibilite que cidadãos com deficiência visual como eu tenham independência plena ao lidar com a moeda corrente de nosso país.


Instituto Claro divulga Tecnologias Assistivas

Caros leitores, após um período de afastamento por conta das atividades acumuladas de fim de ano, espero retomar com vocês essa troca de informações e impressões acerca de acessibilidade, inclusão e temas afins.

Como 1ª postagem de 2010, compartilho uma reportagem “Novas tecnologias para pessoas com deficiência aumentam as possibilidades da educação inclusiva”, do Portal do Instituto Claro, da qual tive o prazer de participar.

Boa leitura e aguardo comentários

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