domingo, 5 de fevereiro de 2012

Adeus ao fundador da Laramara

Internado no Hospital Albert Einstein, morre na noite de 19/03/2009, Victor Siaulys, um dos maiores empreendedores de nosso país.

Empresário de sucesso no ramo farmacêutico, sua atuação no 3º setor especialmente na Laramara (Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual), que fundara ao lado de sua esposa Mara, indubitavelmente fora decisiva para a inclusão de milhares de pessoas cegas, baixa visão e com múltiplas deficiências de todo Brasil.

Dr Victor, foi uma das pessoas mais extraordinárias com as quais tive a felicidade de compartilhar alguns momentos, que deixaram grandes aprendizagens.

Victor com a mão no ombro de Beto

Victor com a mão no ombro de Beto

Que tenhamos sabedoria plena para entender que os Grandes não morrem, mas perpetuam-se na história e nos corações.

Victor entrega livro a Beto

Victor entrega livro a Beto

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03/09/2008

Ouça trechos da entrevista exclusiva com Victor Siaulys para Época Negócios

Presidente do conselho do Laboratório Aché, Victor Siaulys não tem receio em falar abertamente da luta contra o quarto câncer, mostra coragem e otimismo diante do desafio. No link abaixo, você pode escolher qual parte da entrevista vai ouvir. Em cada trecho separado, o empresário fala sobre um aspecto de sua trajetória na luta contra a doença e em seus projetos.

Click aqui para selecionar trechos

Apenas alguém muito especial, uma dessas pessoas raras, poderia deixar tais palavras

EPITÁFIO

Neste Santuário não vou morrer
Vou adormecer como minha labrador, a Vanila
Acordarei neste Jardim do Éden coberto de flores
Com a algazarra matinal das araras
Com os louros pedindo atenção e uma palavra amiga
Sendo acariciado pelo vento do lago e
Beijado pelas borboletas das capuchinhas
Rodeado de amigos fiéis de quatro patas
Avisar ao Chico Prego que continuo aqui
Continuar a soltar todos os pássaros
Ser embalado pelo corrupião Pavarotti
Pedir notícias aos cisnes sobre seus filhotes
Cavalgar a Blinis, minha Vênus platina…
Por isso não vou morrer
Na natureza nada morre,
Tudo apenas se transforma
Nossa vida nunca acaba, ela apenas se transforma
Quero continuar ajudando o grande jardineiro
Que um dia plantou tudo isto aqui neste Santuário
Quero ajudá-lo a cuidar de seus animais
Preservar cada uma das árvores que ele plantou
Serei uma folha, caída no chão
Que morre para adubar novas plantas
Ou uma semente
Quanta promessa de vida dentro dela!
Por isso não posso morrer
Seria injusto abandonar tantos amigos.


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