Talvez você nunca tenha pensado nisso, mas para pessoas que, como eu, são cegas, aprimorar o tato, o olfato e a audição, e nos apresentarmos com uma boa postura, podemos dizer que é questão de se estabelecerem em um mundo tão visual e que após um processo de habilitação ou reabilitação, dá para tirar tranquilamente de letra.
Em sentido contrário, fazer com que aqueles que enxergam utilizem um computador com o monitor desligado e guiados apenas pelo som e que sintam tatilmente as figuras em relevo de um livro ouvindo simultaneamente a descrição sonora de cada uma delas, é mostrar que as possibilidades dos sentidos são ilimitadas e indispensáveis e que é papel de cada um pensar em um mundo de respeito às necessidades específicas.
Com esse espírito, na última Sexta-feira, ministrei oficinas de tecnologia, inclusão e respeito à diversidade humana para 150 crianças, 25 adolescentes e 15 adultos e idosos associados ao SESC da cidade de Catanduva (SP), que entraram no clima e mostraram ótima receptividade para com o palestrante e seu Cão-Guia Simom e participaram com muito interesse de todas as atividades tanto práticas como teóricas.

Aqui não se trata de desvalorizar a importância do trabalho de conscientização acerca da inclusão e acessibilidade que realizo já há alguns anos junto a empresários, acadêmicos, políticos, gerentes de empresas e tantos outros, mas de substituir o paletó por uma camisa e os elegantes sapatos por tênis e falar para as chamadas “pessoas comuns” da sociedade e conscientizar crianças e adolescentes, faz com que cada vez mais me apaixone por essa atividade junto a essa turminha que não precisa esperar o futuro chegar, pois já podem fazer a diferença e começar a mudar o presente.
Já com saudades de todos vocês do Sesc e da estrutura e equipe atenta do hotel Paradase Inn.