quinta-feira, 29 de julho de 2010

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Evento lança filme “Chico Xavier”, com audiodescrição

No próximo sábado, dia 31 de julho, às 10h30, a Sony Pictures Home Entertainment realizará uma sessão especial de cinema no Espaço Unibanco (Rua Augusta, 1475 – São Paulo) para marcar o lançamento do filme “Chico Xavier”, em DVD e Blu-ray.

A sessão será fechada para um público convidado, formado exclusivamente por pessoas com deficiência visual, já que os produtos, que chegam às lojas e locadoras hoje (28 de julho) com valores sugeridos (DVD a R$ 29,90 e Blu-ray a R$ 89,90), contam com um recurso denominado audiodescrição.

Com uma vida conturbada, cheia de lutas e muito amor, Chico Xavier escreveu mais de 400 livros psicografados, consolou milhares de pessoas, pregou a paz e estimulou a caridade. Ele faleceu após o Brasil se consagrar Pentacampeão mundial, e agora, no ano em que completaria seu centenário, sua história pode ser conhecida por todos. Todos mesmo!

Isso porque tanto o DVD quanto o Blu-ray do filme chegam com recursos que fazem deles produtos acessíveis inclusive para pessoas com deficiência auditiva – já que contam com legendas também em Português – e, o mais incrível, também para quem apresenta deficiência visual. Nesse último caso, o recurso utilizado é a audiodescrição, ainda pouquíssimo explorado no Brasil.

A audiodescrição é o detalhamento em áudio de informações veiculadas visualmente, mas que não estão contidas nos diálogos de um filme, comportando-se como um áudio extra, integrado ao som original, que contém descrições, por exemplo, de cenários, expressões faciais e corporais dos personagens, conteúdo de texto, figurinos, indicação de tempo e espaço, movimentações em geral e outros elementos relevantes para a captação e compreensão da obra por pessoas impossibilitadas de usufruir total ou parcialmente de recursos visuais.
Inserida nos intervalos dos diálogos e ruídos importantes, a audiodescrição não atrapalha o andamento do filme. Por conta disso, o recurso também não pode ser entendido como uma espécie de livro-falado, ou como as antigas novelas de rádio, pois precisa se harmonizar com o filme, motivo pelo qual o/a audiodescritor (a) deve ser um profissional sensível à linguagem cinematográfica e com capacidade de síntese. Além disso, a busca da fidelidade ao filme deve ser perseguida pelo (a) audiodescritor (a), evitando antecipar, julgar ou interpretar o filme.

Quanto ao evento de lançamento, as vagas são limitadas e é importante que a pessoa que confirmar presença realmente não falte, pois estaria tirando o lugar de outra pessoa que teria este acesso.

Contatos:
Fernanda Bosnich
11 5502-5444 / 11 9951-7662
fernanda@giusticom.com.br

Renata Pessoa
11 5502-5460


Crianças vivenciam inclusão no sesc Catanduva

No último sábado (24/07/2010), mais uma vez pude realizar uma atividade pela qual sou completamente apaixonado.

Atendendo a mais um convite do SESC Catanduva, retornei para aquela unidade a fim de ministrar uma oficina sobre respeito à diversidade humana, inclusão, acessibilidade, tecnologias e pessoas com deficiência.

A princípio direcionadas para crianças e adolescentes entre 09 e 16 anos de idade, as atividades também contaram com a presença de alguns adultos que fizeram questão de participar da oficina de férias.

Dentre as várias dinâmicas realizadas, tocar um livro tátil, navegar na Internet com o monitor desligado guiados apenas pelo som, guiar corretamente uma pessoa cega e escrever em Braille, envolvera e chamara a atenção dos presentes para as inúmeras possibilidades com as quais uma pessoa com deficiência visual pode contar atualmente.
Beto e participantes, montando palavras em braille
Trabalhar com esse público que poucas vezes ou nunca tivera contato com uma pessoa com deficiência e sentir o quanto cada um dos presentes acaba absorvendo a idéia do respeito ao próximo, é algo que me motiva a ir em frente, cada vez mais confiante que é através da prática da cidadania e informação compartilhada de maneira simples porém correta que teremos uma sociedade mais atenta e justa.

Retornar a Catanduva e reencontrar crianças como o Renan de 11 anos de idade, que me falou feliz que depois de participar de uma oficina comigo no último ano agora sabia como se relacionar com uma pessoa com deficiência, foi um grande presente que recebi nesse final de semana no qual completei mais um ano de vida.

Beto, participantes e uma das crianças acariciando a cabeça de um Cão-Guia


Ao vivo na TV Gazeta

No mês de julho, como as coisas ficam, vamos dizer, um pouco mais calmas por conta de minhas férias na faculdade e da menor freqüência de eventos dos quais participo, tenho aproveitado para fazer duas das atividades de que gosto muito.

Primeiramente, atender a alguns convites para ministrar oficinas de férias, dirigidas para crianças e adolescentes acerca dos temas inclusão, acessibilidade e respeito à diversidade humana.

Simultaneamente, tenho atendido a alguns convites de programas de TV para falar sobre deficiência visual e assuntos relacionados.

A primeira atividade mencionada, é prazerosa, por tudo que agrega na formação daqueles que em um futuro próximo serão os cidadãos que naturalmente desempenharão o papel de construir uma sociedade mais justa.

A segunda, por já se fazer mais que urgente a necessidade de abarcarmos de forma global, simples, direta e informativa todas as esferas sociais na causa da inclusão e do acesso da pessoa com qualquer deficiência

Com esse norte, na manhã de hoje (21/07/2010), tive a alegria de mais uma vez participar de um bate papo com a apresentadora do programa Manhã Gazeta (TV Gazeta), Claudete Troiano .]

Clique abaixo para assistir aos dois vídeos: