domingo, 20 de maio de 2012

Cão guia

O texto abaixo não tem por pretensão divulgar informações técnicas acerca do cão-guia, senão passar algumas informações e dicas básicas que adquiri durante o processo de obtenção de meu parceiro Simon, um Labrador de cinco anos.

Beto e Simon na neve

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O cão-guia é uma alternativa ao uso da bengala e apresenta uma série de vantagens em relação a esse instrumento, proporcionando maior segurança, independência e liberdade. Ele:

• garante maior velocidade e desenvoltura na locomoção, já que é capaz de se antecipar aos obstáculos, guiando seu usuário pelo melhor caminho;

• desvia de obstáculos aéreos, tais como galhos de árvores e telefones públicos, que não podem ser detectados pela bengala, e auxilia na travessia de ruas;

• encontra importantes pontos de referência, como escadas, portas, elevadores, cadeiras, etc;

• facilita a inclusão social de seu usuário, pois tem o poder de aproximar as pessoas.

O trabalho de um cão-guia requer habilidade e dedicação. Os cães devem evitar distrações, tais como ruídos; cheiros interessantes ou incomuns; animais e pessoas a fim de se concentrar na tarefa de guiar.

O processo de preparação de um cão-guia num centro de treinamento para ser entregue ao seu usuário leva em média um ano e seis meses e passa pelas seguintes etapas:

• realização de exames clínicos e avaliação de sensibilidade e aptidão física;

• período de estada com família socializadora, participando de todas suas atividades;

• retorno ao centro de treinamento para aprimoramentos específicos das atividades do dia-a-dia;

• apresentação a seu futuro usuário deficiente visual, treinamento intensivo e adaptação ao seu dia-a-dia.

As três principais raças de cães-guias são: Labrador, Golden Retriever e um cruzamento dessas. Em todas são encontradas as mesmas características básicas: temperamento disposto e estável; tamanho e peso saudáveis e pêlos fáceis de tratar.

Encontrando um Cão-guia

• É tentador querer acariciar um cão-guia, mas lembre-se que este cão é responsável por conduzir alguém que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído desse dever. A segurança do dono depende do estado de alerta e concentração do cão.

• Não tem problema em perguntar se pode acariciar o cão-guia. Muitos usuários gostam de fazer a socialização quando têm tempo. Porém, a principal responsabilidade do cão é o seu usuário cego.

• Nunca deve ser fornecido alimento ou outras coisas que distraiam um cão-guia. Os cães são alimentados seguindo programação e dieta específicas a fim de mantê-los em boas condições de saúde. Os cães-guia são treinados a resistir ofertas de alimentos para poder entrar em restaurantes sem ficar implorando por comida.

• Embora os cães-guia não possam ler sinais de tráfego, são responsáveis em ajudar seus usuários a cruzar a rua com segurança. Porém, chamar um cão-guia,

buzinar intencionalmente ou obstruir seu trajeto pode gerar incidentes para a dupla. Nos cruzamentos, ofereça auxílio ao usuário informando quando o farol estiver vermelho.

• A vida do cão-guia não é somente trabalho. Quando não está com a coleira, é tratado da mesma maneira que animais de estimação. Entretanto, para sua própria segurança, é permitido brincar apenas com brinquedos específicos.

• Cães soltos nas ruas representam um dos maiores perigos à integridade dos cães-guia e seus usuários.

• De tempos em tempos, um cão-guia comete possíveis erros e é corrigido verbal e fisicamente através de sua correia, a fim de manter seu treinamento. Os usuários utilizam métodos apropriados de correção de seus cães, por isso não estranhe.


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