domingo, 5 de fevereiro de 2012

Presidenta Dilma lança o Plano Viver sem Limite

Caros amigos leitores, embora ande em falta com vocês no que concerne a postagens de modo mais constante, não poderia deixar de compartilhar com vocês um artigo síntese que elaborei acerca do Plano Viver sem Limite, lançado em Brasília na última semana.

Em tempo, aqui fiz a tentativa de elencar de forma simplificada e em poucos parágrafos os principais pontos do plano, além de algumas informações acerca do evento de seu lançamento, sendo assim recomendada uma leitura atenta de seu texto completo e a oitiva do discurso da presidenta da república, ambos disponibilizados ao fim dessa nota.

Como radialista, consultor em inclusão e acessibilidade, pessoa com deficiência visual e, sobretudo, como cidadão Brasileiro, só tenho a esperar que o que consta do texto seja de fato posto em prática e que sejam de fato contemplados algumas questões que sabemos que demandam de ajustes e de diálogo com os movimentos representativos e as instituições que possuem a expertise da inclusão e acessibilidade da Pessoa com deficiência, de modo que possamos daqui a alguns anos fazer do dia 17 de novembro de 2011 uma data a ser comemorada como outras de grande importância.

Aqui quero convidar a todos a travar um diálogo no campo comentário deste post acerca do caso em tela, de maneira a ampliarmos o debate.

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A Presidenta Dilma Rousseff lançou na última quinta-feira (17 de novembro), o Viver sem Limites, plano do Governo Federal que inclui ações de inclusão e acessibilidade da pessoa com deficiência.

A solenidade realizada no Palácio do Planalto contou com a presença de ministros, senadores, deputados federais e estaduais e centenas de representantes de movimentos e associações de pessoas com deficiência de todo o país.

Conforme os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 45,6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência, o que corresponde a 23,91% da população brasileira, números que deixam mais que clara a emergência de um plano que contemple de forma concreta as demandas dessa significativa parcela de pessoas de nossa sociedade.

Ao realizar o detalhamento do plano, Antônio José do Nascimento Ferreira, secretário Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, destacou que o Viver sem Limite conta com previsão orçamentária de R$ 7,6 bilhões e possui metas claras para serem atingidas até 2014 através de ações envolvendo 15 órgãos do governo federal, sob a coordenação da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

“Hoje é um momento em que vale a pena ser presidente”, afirmou emocionada a presidenta da República, ao falar da emoção em ver a filha do deputado Romário, Ivy, de 06 anos, carregando no colo, Beatriz, de 01 ano, filha do senador Lindbergh Faria, ambas com Síndrome de Down.

Partindo de quatro eixos de atuação, O plano Viver sem Limite é norteado pela garantia ao acesso à educação, atenção à saúde, inclusão social e acessibilidade.

No âmbito do acesso à educação, o plano contempla a adequação das escolas públicas e das instituições federais de ensino superior às condições de acessibilidade por meio da implantação de novas salas de aula dotadas de recursos multifuncionais e a atualização de salas já existentes.

A ampliação e qualificação da triagem neonatal com a inclusão de dois novos exames no teste do pezinho em todos os estados até 2014, além da implantação de 45 centros de referência em reabilitação, garantindo atendimento das quatro modalidades de deficiência (intelectual, física, visual e auditiva), formam o chamado eixo Saúde.

Na inclusão social, o trabalhador com deficiência que perder seu emprego terá garantido o direito a receber novamente o Benefício de Prestação Continuada (BPC), e a renda obtida quando de cursos de aprendizagem pode ser acumulada com a do BPC.

A previsão de construção de 1,2 milhões de moradias adaptadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida 2, somada às obras de mobilidade urbana da Copa do Mundo 2014 e ao PAC 2, além da implantação de cinco centros tecnológicos de formação de instrutores e treinadores de cães-guias e de microcrédito pelo Banco do Brasil para aquisição de produtos de tecnologias assistivas no valor de até R$ 25 mil, com juros de 0,64 ao mês, formam O eixo Acessibilidade do plano.

“O Brasil tem agora um dos planos mais modernos de apoio, estímulo e defesa dos direitos das pessoas com deficiência. O plano está em aberto, pretendemos melhorá-lo, dentro do eixo de inclusão social”, ratificou Dilma Rousseff.

discurso presidenta Dilma

dúvidas e respostas

Apresentação do Plano

Ministros detalham o Plano

Assista matéria

http://www.youtube.com/watch?v=LKVSEuKLiPwAssista matéria


Matéria do Portal UOL, destaca cegos utilizando Touch Screem

Olá amigos leitores,

Abaixo compartilho com todos vocês um link direto para o vídeo da matéria que fiz para o portal UOL acerca da acessibilidade em telas sensíveis ao toque (Touch Screem) por parte de pessoas com deficiência visual.

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As telas sensíveis ao toque funcionam como grande aliada para a inclusão digital de deficientes visuais.

Assista ao vídeo


Falta de acessibilidade na Conferência da Organização Mundial da Saúde

Caros leitores, talvez venho andado meio amargo, mas com algumas situações que tenho acompanhado nos últimos dias, não da para ficar como se tudo isso não dissesse respeito a mim enquanto cidadão e pessoa cega.

Primeiro, são arranjos técnicos com um aplicativo que já existe e de boa qualidade com um outro, do qual o resultado final é no mínimo um tanto duvidoso, depois é o caso da jovem estudante cega Eduarda do Rio grande do Sul, que teve seu direito de fazer o ENEM em Braille negado, a fora um Encontro aqui, outro encontrinho ali e uma ação aqui, outra ali, que nada apresentam de eficácia na realidade de acesso da pessoa cega e com baixa visão. E lá vamos nós!

Há uns 4 dias, tenho já concluído, um post mais alto-astral, dando conta de uma experiência muito positiva que tive na última semana, mas ele vem caindo de pauta, por conta de alguns acontecimentos urgentes e de falta de respeito ao próximo, que demandam serem delatados e suprimidos por irem em sentido contrário a realidade de inclusão e acesso que tanto buscamos para nossa sociedade.

Quero crer que ainda essa semana, divulgue esse post positivo, mas o que trago agora, é uma informação que complementa o artigo escrito por Márcio Aguiar e aqui divulgado no último sábado, acerca da Conferência da OMS.

Você, pessoa com ou sem deficiência. Consegue ver tudo isso? Continuará sentado perante esse tipo de desrespeito? É possível fingir que não está ouvindo? É correto continuar calado perante fatos como esses? Não seria correto empunhar a bandeira do respeito ao próximo? Não é legítimo correr atrás de uma transformação?

Boa leitura!

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Para participar da abertura da Conferência Mundial sobre os Determinantes Sociais de Saúde, que aconteceu na cidade do Rio de Janeiro de 19 a 21 de outubro no Forte de Copacabana, a deputada alagoana Rosinha da Adefal, presidente da Frente Parlamentar do Congresso Nacional em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, precisou ser carregada, pois o local no qual o evento foi realizado, não cumpre as normas estabelecidas pela ABNT para acessibilidade arquitetônica.

Realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com o apoio do Governo brasileiro, além de reunir pesquisadores, representantes de movimentos sociais de vários países e autoridades políticas, o evento teve o intuito de estabelecer metas e desenvolver estratégias para a saúde em âmbito internacional.

De acordo com a deputada o evento é importante, pois a troca de idéias é necessária, principalmente sobre a implantação de ações sobre os determinantes sociais da saúde para reduzir as desigualdades. “Acompanhamos o tema, principalmente, no que se refere à plena igualdade a que faz jus a pessoa com deficiência”.

O Forte de Copacabana, local do evento, apesar de ser considerado patrimônio histórico e cultural não é acessível. A deputada alagoana frisou que “existem normas que permitem as adaptações necessárias para o acesso de pessoas com mobilidade reduzida, sem comprometer o patrimônio”. A deputada Rosinha, que é cadeirante, precisou ser carregada para subir os 20 degraus que davam acesso ao local de abertura do evento.

Desde o início do seu mandato, a deputada, preocupada com a condição das mais de 25 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, procura promover a acessibilidade e a plena inclusão da pessoa com deficiência. A deputada ressaltou que “a acessibilidade é um fator determinante à inclusão das pessoas com deficiência. E, infelizmente, não planejaram o evento para que fosse acessível, nem o espaço físico nem a comunicação, pois não havia nem intérprete de Libras nem sinalização em braile”.

Rosinha destacou que a Acessibilidade integra os direitos
“Negá-la, é negar às pessoas com mobilidade reduzida o acesso aos demais direitos sociais”, destacou a deputada.